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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Lembranças para casamentos - uma sugestão fácil e económica

As lembranças para um evento, seja Casamento, Baptizado ou Comunhão, são, para alguns dos meus noivos/pais a maior dor de cabeça!

Há tanta oferta, tanta coisa que vai parar à gaveta... ou tanta coisa gira mas que sai completamente do orçamento estipulado...

Faço muita pesquisa, perco muito tempo a comparar preços, a ver se vale realmente a pena aproveitar, se vale a pena propôr como solução viável.

No meio das minhas pesquisas encontrei frascos para o mel (algo que já tinha visto e pensado e que me agrada mesmo muito!)
Algo que os próprios noivos podem fazer, sem grandes custos. Com um bocadinho de sorte, até têm um familiar ou um amigo que vos disponibiliza o mel...

Encontrei um pack que eu considero que tem um bom preço, vendo o que traz.

Segue o link e aproveita antes que outros pensem de igual forma!



Se precisares das etiquetas personalizadas, fala comigo!

E, por favor, depois mostra o resultado...

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Love, Wedding & Rock'n'Roll

Fez agora um ano que a Marisa e o José casaram.
Como as fotos só chegaram há dias, só agora apresento este trabalho.

A Marisa e o José contactaram-me em 2021 para tratar dos convites para o casamento deles. Já tinham visto que eu fazia este tipo de convites e então pediram - discos de vinil.

Gosto mesmo muito de fazer estes convites! Gosto mesmo!!!



Depois dos convites, pediram os marcadores para as mesas, também com os discos de vinil.
Confesso que marcadores nunca tinha feito e era uma das coisas que queria muito fazer.
Este foi o resultado final.




Acredito que tenha sido, sem dúvida alguma, um casamento cheio de Rock'n'Roll!!!

Com a excepção da primeira foto, todas as fotos publicadas são da Tânia Afonso Photography & Video.






sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Um Elopement Wedding no Douro

Dia 20 de Fevereiro de 2023 foi dia de trabalho em duas frentes:
- uma, enquanto celebrante da Arena do Tempo
- outra, pela parte do estacionário que fiz para este destination wedding a dois

Com uns dias tão bonitos na semana anterior, a segunda feira apresentou-se cinzenta.
A vista magnífica do Douro não perdeu a sua beleza, apenas a sua luz.
Depois de alguns "problemas e percalços", lá se preparou tudo para a cerimónia. Felizmente, a equipa de profissionais que iriam assegurar todos os aspectos desta celebração, foram incansáveis para que tudo estivesse à altura. Com o acordo de todos os envolvidos, a cerimónia foi feita dentro de portas - o tempo estava incerto, havia possibilidade de chuva, e estar a montar tudo no exterior era um risco.

Para este enlace, fiz e propus fazer algo que gostaria de fazer e nunca tinha tido a oportunidade. Este foi o momento e o resultado deixou-me feliz, deixou a Wedding Planner feliz e, acima de tudo, deixou os noivos felizes!

Missão cumprida, portanto...

 


O convite foi uma mera formalidade, uma vez que este tipo de casamento não tem convidados.




Os livros dos votos. Numa celebração simbólica é costume (se os noivos assim quiserem) fazer troca de votos. Neste caso, uma vez que os noivos quiseram fazê-lo, foi preparada uma capa que continha os votos de cada um.




O Hotel onde foi feita a celebração preparou um menu de degustação especial para os noivos. A sua primeira refeição, enquanto casal, foi servida na suite dos noivos, e nenhum pormenor foi deixado ao acaso, como a decoração e as ementas na mesa.




Os noivos tinham pedido que os votos fossem emoldurados, para depois ficarem expostos em sua casa. Propus uma caixa de memórias, onde, para além dos votos, pudessem guardar alguns items do seu casamento, para memória futura. Uma das coisas que foi incluída na caixa foi a rolha do espumante que abriram na altura do corte do bolo e do brinde. 




A pedido da Wedding Planner, foi feito um cartão de agradecimento aos noivos.

Foi um dia memorável!


Não posso deixar de mencionar a equipa de profissionais envolvida neste casamento. Como referi, foram incansáveis, todos eles, sem excepção!

Wedding Planner: Viva os Noivos Portugal
Local: Douro Royal Valley Hotel & Spa
Celebrante: Arena do Tempo
Cabelo & Make Up: Octavia Rocha Hairstylist
Decoração: Eventos Privé
Música: Geovane Felix
Fotografia: JT Estúdios
Bolo dos Noivos: Bolozeima


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

An american wedding in Portugal

Pois é... quem diria!? Um casamento americano em Portugal.

A tradição dos casamentos americanos, em termos de celebração e festa, é muito distinta da nossa. É uma realidade totalmente diferente. Se há costumes que passaram a fazer parte da preparação de um casamento cá, por exemplo as despedidas de solteira/o, a inclusão de damas de honor e cavalheiros de honra, outras há que continuam por lá.

Uma dessas tradições é o "rehearsal dinner" - numa tradução livre, um jantar de ensaio - geralmente realizado após o ensaio do casamento e na noite anterior à cerimónia de casamento. Os convidados geralmente incluem o casal de noivos e outros que formam a festa de casamento, família e amigos, onde os noivos "agradecem" formalmente a ajuda na preparação do grande dia. À semelhança do que acontece na festa, há brindes feitos para Pais e Padrinhos e lembranças (mais) especiais para todos os presentes nesse jantar.

Outra coisa totalmente diferente da nossa tradição é a duração do casamento, desde o início (da preparação da noiva) à saída dos noivos. Em média, são cerca de 6/8 horas. 

A primeira dança dos noivos é na entrada do salão, antes do jantar. Momentos como o corte de bolo são de cerca de 15 minutos. A grande saída dos noivos dita "o fim" da festa.

Por cá, a noiva quase se levanta de madrugada para se preparar e muitas vezes os noivos são os resistentes da noite, madrugada dentro...

Este casamento que fiz teve de tudo um pouco. A noiva, americana, e o noivo, português, quiseram juntar as duas realidades num casamento único.

Contactaram-me em Fevereiro de 2022 para fazer os convites e já tinham uma ideia de como queriam que fossem - o que ajudou muito, uma vez que havia urgência na sua produção. Depois de alguns testes de formatos e de ajustes, os convites foram aprovados, em português e em inglês. Teriam de incluir um envelope, fechado com um autocolante, e todos deveriam ser etiquetados com as diferentes moradas para onde seriam enviados por correio. Havia urgência também nas entregas/envios para que os convidados pudessem marcar viagens e acomodações (o casamento seria em Agosto). Entra o stress do envio, pois este seria demasiado dispendioso e não chegaria aos destinos em tempo útil. 

Depois de ultrapassada esta situação, foi altura de avançar com a etiquetagem. Para além de Portugal (Norte a Sul), os convites foram enviados para França, Reino Unido, Irlanda, Itália, Brasil, EUA (5 ou 6 Estados diferentes), África do Sul, Indonésia e Austrália (que me lembre...). Basicamente, para os quatro cantos do Mundo.

Começou então a altura de tratar do restante estacionário e comunicação para os dias anteriores e para o dia do casamento. Sim! Porque houve um "rehearsal dinner" só com a família mais próxima e um "cocktail party", este para a família e para os amigos (feitos 3 e 2 dias antes da grande data).

Foi necessário preparar sinaléticas para estes dois eventos, um programa com informações importantes para o grande dia (principalmente horários e transportes), algumas lembranças especiais para os Pais, Padrinhos e Damas de Honor e, no meio destas coisas todas, a restante comunicação do dia do casamento - placa de boas vindas, plano de mesas, ementas, lembranças, outros extras, muitos pormenores... um desafio!

Fui montar tudo à Quinta e ainda consegui assistir a parte de celebração, que estava a decorrer no jardim, dar um beijo e um abraço aos meus queridos noivos e saí de coração cheio, com o sentimento de "missão cumprida"!

Prova disso foi que, passados uns dias, este casal voltou à loja, para me contar tudo o que se passou no seu dia maravilhoso e me dar um abraço. E pelos abraços que recebi, confirmei que fiz tudo bem!

Ficam aqui algumas fotos desse(s) dia(s)...



 





Aos noivos, agradeço a preferência e desejo-lhes toda a felicidade do mundo!

Esta e outras soluções estão disponíveis na 'tudo o que quiseres ®'. Entra em contacto para mais informações! 



sábado, 14 de novembro de 2020

Como escolher bons profissionais de casamentos

A diferença entre os Profissionais e os Bons Profissionais

Poderia usar com a frase de Ludwig Mies van der Rohe (Arquitecto - 1886-1969) "Deus está nos detalhes" para início de conversa.

de·ta·lhe
(francês détail)
substantivo masculino

1. Circunstância ou informação particular. = MINUDÊNCIAPARTICULARIDADEPORMENOR

2. Descrição ou narração cuidada. = PORMENOR

3. [Militar Distribuição de serviço.


"detalhe", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008 2020, https://dicionario.priberam.org/detalhe [consultado em 14-11-2020].

Quem me conhece e quem conhece o meu trabalho, sabe que eu sou de detalhes, de pormenores; sabe que me recuso a entregar algo por uma coisa que ninguém vai notar, mas que eu sei que está lá; sabe que noto nos pormenores e nos erros.

Há vinte e tal anos, quando acabei o meu curso, a minha monografia tinha o título "Quando a impressão (não) causa boa impressão" e ao longo de alguns anos fui recolhendo casos à medida que ía produzindo peças para as agências de publicidade onde trabalhava. Uma mão cheia de case studies para explicar os erros de impressão gráfica, as suas causas e as suas soluções. Fui "involuntariamente treinada" para detectar erros visuais e, por defeito, essa característica mantém-se até hoje, mesmo não entrando em gráficas tantas vezes quantas gostaria... Aplico esse treino na minha área de produção e sou exigente comigo mesma nesse aspecto. Avalio-me e avalio o meu trabalho constantemente...

Hoje cruzei-me com esta imagem...


... que me levou a pensar que, ao contrário do que Mies van der Rohe dizia, 'o diabo está nos detalhes'.

Ser detalhado e minucioso obriga a que se conheça bem o cliente, o que procura, do que necessita; implica falar e ouvir, ouvir muito, compreender, aceitar.

Confirmo e reconfirmo várias vezes, com os meus noivos e clientes, os trabalhos que tenho em mãos. Nada pode falhar e há expectativas que têm de ser cumpridas e mais ainda, superadas! E isso só se consegue ouvindo o cliente e percebendo exactamente o que deseja.

Isto também me leva a pensar que de facto há diferenças entre os profissionais e os BONS profissionais (e em todas as áreas). E não, não tem a ver com o facto de ser mais caro, tem a ver com o facto de o serviço ser muito melhor! Tem a ver com a garantia de que correrá bem porque se questionou, se explicou e se ouviu o que era preciso saber! Tem a ver com o cuidado constante quer com o cliente, quer com a produção, pois só assim se entrega um bom trabalho e um bom serviço! Tem a ver com a segurança de que se cumprirá com tudo e o resultado final será o pretendido! Esta é a diferença! E é nesta diferença que estou há anos e que quero continuar a estar. Não me identifico com a outra... sou demasiado exigente comigo própria e com a minha produção para isso...

Na área dos casamentos isso é ainda mais significativo. É um trabalho único, para uma data única e que tem de ficar na memória por todos o bons motivos. Por isso, dica grátis - certifiquem-se sempre que contratam bons profissionais, os que ouvem, os que atendem e compreendem, os que entregam tudo e muito mais! São esses que prestam um bom serviço! Não olhem ao custo mas antes ao valor do que recebem.

https://bit.ly/3eYOa5n

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Um casamento rústico, intimista e simples

No passado dia 3 de Outubro, a Carla e o Vítor celebraram o seu casamento.

Este casal veio à tudo o que quiseres ® no final de Agosto, para tratar dos convites. Tinham já ideia do que pretendiam e depois de verem um dos modelos de convite, pediram para fazer alterações e adaptações, de forma a que o convite de casamento reflectisse, exactamente, os seus gostos e a ideia que tinham já para o ambiente que queriam para a sua festa.

Amantes da Natureza, das madeiras, dos ambientes rústicos, os convites deveriam mostrar isso mesmo. E assim, com elementos gráficos em tons de verde, com folhagens, e rodelas de madeira gravadas a laser, foram feitos os convites de casamento.

Depois dos convites entregues, voltaram para tratar da restante comunicação gráfica, que deveria manter a mesma linha gráfica do convite de casamento.

O plano de mesas, feito com um fundo de madeira, manteve as folhagens presentes no interior do convite e destacou o monograma que tinha sido gravado nas rodelas de madeira. O mesmo nos marcadores das mesas. Na altura escolheram outro suporte para os marcadores, mas entretanto usei troncos de madeira, por se aproximar mais ao que pretendiam e a todo o ambiente da sala.

Quando estávamos a tratar das ementas, que seriam individuais, os noivos falaram em colocar qualquer coisa no guardanapo, algum tipo de argola. Sugeri que a própria ementa fosse a argola de guardanapo e foi assim que estas foram feitas.

Para as lembranças foram feitos conjuntos de sal e pimenta. Não foi por acaso esta escolha. A Carla é de S. Tomé e Príncipe, daí a ligação à pimenta, e o casamento, inicialmente, iria ser feito perto da praia, daí o sal.

O bolo já tinha sido escolhido e teria tudo a ver com a rusticidade e as madeiras. O topo de bolo foi falado na altura em que estávamos a tratar dos convites. Como estes teriam uma rodela de madeira com gravação a laser, o topo de bolo seria igual. E foi! E o bolo estava mesmo bonito (e acredito que muito saboroso!)

No dia ainda tratei de alguma da decoração da sala - os noivos fizeram grande parte da decoração - forneci os arranjos florais e fiz a montagem.










Aos noivos, agradeço a preferência e desejo-lhes toda a felicidade do mundo!

Esta e outras soluções estão disponíveis na 'tudo o que quiseres ®'. Entra em contacto para mais informações! 

https://bit.ly/3meNUSn



domingo, 5 de julho de 2020

Tem algum catálogo onde possa ver os convites?

Falei há dias da questão da tabela de preços dos convites, mas outra coisa que também me perguntam é se tenho catálogo.


Pois... não tenho...isto é, os meus trabalhos são o meu catálogo. E estando no mercado há 10 anos, não é um "catálogo" assim tão pequeno...

Se, por veres um determinado trabalho meu, com uma cor ou um elemento predominante achas que todos os trabalhos são como aquele, enganas-te! Felizmente! Isto porque todos os trabalhos são personalizados e personalizáveis.

Tenho noivos que quando me procuram gostam de um determinado tipo de convite, mas a cor escolhida para o casamento nada tem a ver com o do convite em questão e por vezes devem ficar a pensar "Pronto... nada feito!".

Não! De modo algum!

Desde a escolha do papel - sim! há imensos papéis e nem toda a gente gosta de brilho - à escolha do tipo de letra, às cores e decorações, tudo pode ser feito e o convite pode ser exactamente como gostariam que fosse.

Os convites e todo o material gráfico é produzido internamente, logo, todas as alterações podem ser feitas, pois tudo será feito de raiz, para cada casal.

Nenhum casamento é igual, nenhum casal tem exactamente os mesmos gostos, todos imaginam o seu casamento de forma diferente. Então, porque é que a primeira imagem que os convidados vão ter do teu casamento - os convites - têm de ser iguais a todos os outros?

Podes ver alguns exemplos no Blog e na página do Facebook, mas o melhor será sempre vê-los ao vivo e a cores, aqui na loja!

E sabias que podes apresentar a tua ideia e trabalhar a partir daí? Depois digo-te mais sobre isto...


Pensa nisto tudo quando pensares nos teus convites. Se precisares de ajuda, cá estarei!

E agora, pergunta tudo o que quiseres...

https://bit.ly/2Z0xkwF

sábado, 13 de junho de 2020

Casamentos de Santo António: como tudo começou, os motivos e os prémios

Existem desde 1958 mas foram interrompidos durante 30 anos. São um dos pontos altos das Festas de Lisboa e têm uma história incrível.


Segundo a Hemeroteca, a ideia para os casamentos nasceu de uma proposta apresentada pelo vereador Augusto Pinto, em reunião de câmara. O jornal “Diário Popular” decidiu imediatamente apadrinhar a iniciativa, e em 15 de abril de 1958, já anunciava pela primeira vez o evento, prometendo ajudar a realizar “essa tão bela ideia de promover o casamento de jovens dos bairros populares na manhã de Santo António”, escrevia-se então. 
Conforme explica o arquivo da autarquia, tanto nesse ano de 1958 como nos seguintes, este jornal foi fundamental para viabilizar os casamentos, “mobilizando a sociedade civil, criando uma onda de simpatia, captando e noticiando apoios de particulares, estabelecimentos e marcas comerciais”.
Tudo ou quase tudo foi responsabilidade e ajuda do “Diário Popular” e da sociedade por ele movimentada: desde a angariação de padrinhos, a automóveis para transporte dos noivos, aos vestidos e ramos das noivas, penteados, os fatos e os sapatos dos noivos, as alianças, os produtos para a boda, a lua de mel, e até os prémios: cursos de formação, mobílias, eletrodomésticos, bens de primeira necessidade. Em algumas edições, e mediante sorteio, chegaram a ser entregues apartamentos. 
Depois de meses com notícias e angariações, “o sonho de raparigas pobres, honestas, boas filhas e boas irmãs”, foi ganhando força e no dia 12 de junho de 1958, escrevia-se no jornal que iam mesmo acontecer e estava tudo a postos para os primeiros Casamentos de Santo António, “devido à generosa ternura dos nossos leitores”.

Uma das reportagens do jornal, em 1958 (foto do arquivo da Hemeroteca Municipal).

Nesse ano, os casamentos aconteceram no dia 13 de junho, com 36 casais a dizerem o sim. Na véspera, o jornal escrevia que as 36 noivas, as tais “raparigas pobres”, era por diversas vezes referido, iriam conseguir realizar o que tanto desejavam: “elas sabiam e sentiam que os seus prometidos eram bons rapazes e desejavam do fundo do coração o enlace breve. Mas as dificuldades materiais eram tantas para remover que muitas se sentiam já sem esperança, exaustas algumas, na luta pelo que, em muitos momentos, consideravam já impossível”.
As ajudas e prémios eram já consideráveis. A Santa Casa deu dinheiro (12 mil escudos, que era então uma grande soma), a Câmara de Lisboa ofereceu o copo de água aos jovens e suas famílias, nos Paços do Concelho, e o próprio “Diário Popular” pagou os documentos e burocracias e deu a cada casal 500 escudos para as primeiras despesas.
Os vestidos foram oferecidos por marcas comerciais, bem como chapéus, sapatos, transportes e até “vestidinhos para os primeiros filhos” dos casais. As dádivas em trabalho, em serviços ou dinheiro vinham afluindo desde que o anúncio fora feito a 13 de abril e tudo foi entregue aos noivos, numa festa que fez honras de duas extensas páginas, na edição vespertina do próprio dia 13, com todo o relato no histórico jornal.
Já no dia 14, eram noticiados alguns prémios e agradecimentos de última hora: duas diárias em datas à escolha para os noivos, pela Pensão Nova Sintra, fatos e gravatas, caixas de espumante.
Hoje em dia, não é assim tão diferente. Os mais de 30 patrocinadores da cerimónia oferecem os vestidos de noiva, os fatos para os noivos, os sapatos, os penteados, o copo de água, além cerca de mil euros, para gastar em electrodomésticos e tecnologia, a lua de mel, a noite de núpcias e as alianças, entre outras ofertas. Agora há um site, onde tudo é explicado, da candidatura aos requisitos, e onde são apresentados os noivos.
Além da ajuda financeira, um dos motivos que leva os cidadãos a continuarem a participar nos casamentos de Santo António é a tradição e o mediatismo, mas o facto de tudo ser incluído, da maquilhagem ao cabeleireiro, ajuda muitas famílias.
Os casamentos de Santo António realizam-se há 60 anos mas foram interrompidos em 1974, após 16 edições patrocinadas pelo “Diário Popular”, e recuperados trinta anos depois pela Câmara de Lisboa, em 2004.

Imagem da capa: ZankYou.pt
Fonte: NiT

https://bit.ly/3fil5AT




quarta-feira, 3 de junho de 2020

De Espanha, nem bom vento, nem bom Casamento...

100 anos passados da epidemia da "febre espanhola", como foi designada, fui tentar perceber como os casamentos teriam sido afectados na altura.


Claro que não há informação disponível, "a olho nu" e que esta teria de ser uma investigação digna de uma tese, coisa que, para já, não tenho tempo para fazer...

Contudo, encontrei algo que desconhecia (e que me fez pensar...) num artigo publicado pelo Diário de Notícias em 17 de Março de 2018 (justamente nos 100 anos da 'epidemia que veio de Espanha').

Lê-se, a certa altura 

        "De Espanha nem bom vento nem bom casamento", que nada tem que ver com a doença - refere-se ao vento Suão e aos maus casamentos reais ibéricos - mas que ficou ligado à pneumónica no século passado.

Portanto, as associações que fazemos aos ditados populares, muitas vezes têm origens que desconhecemos. E eu não acredito que de Espanha não possa vir um bom Casamento...

100 anos depois vemos-nos "às voltas" com casamentos de máscaras e receios, devido a uma nova pandemia. Resta-nos acreditar que virão "bons ventos" e que em breve os Casamentos sejam a festa a que estamos habituados e que os noivos merecem!

Até lá... pensamento positivo!

https://bit.ly/2Mqi310





terça-feira, 12 de maio de 2020

Tem alguma tabela de preços?

Na maior parte dos pedidos para convites de casamento que me chegam, há duas questões que são imediatamente colocadas: se tenho catálogo e a tabela de preços.


Do catálogo falarei noutro dia... hoje falo sobre a tabela de preços.


À pergunta "tem tabela de preços?", a resposta é... Não! Não tenho tabela de preços.

Não tenho nem posso ter, uma vez que todos os trabalhos são tratados como únicos, são todos específicos e todos variam nalguma coisa.

Uma vez que são totalmente personalizados, o orçamento que faço é especificamente para aquele tipo de convite de casamento, com um aquele tipo de papel, com aquele acabamento especial que os noivos querem. E esse é o preço desse convite!

Para além disso, as quantidades influenciam os preços, pelo que o preço unitário de vinte convites de casamento não será igual ao preço unitário de cem convites idênticos.

E é por isso que não trabalho nem posso trabalhar com preços tabelados. Há muitas variáveis...

Também não tenho preço de "pack". Embora faça toda a restante comunicação do dia (ementas, marcadores de mesa, plano de mesas, missais, lembranças, etc.) estas peças não serão produzidas ao mesmo tempo que os convites de casamento, logo, não se podem considerar aproveitamentos, quer de materiais, quer de tempos de produção, uma vez que estamos a falar de produções distintas.

Em todo o caso, pelo que dizem, os valores que apresento são justos e competitivos - os Noivos é que disseram, não fui eu!!! :-) - apesar de todas estas variáveis e de tudo o que envolve a produção dos convites de casamento mais especiais, os teus!


Se precisares de alguma informação ou se tiveres alguma dúvida, cá estarei para te ajudar!

E agora, pergunta tudo o que quiseres...

https://bit.ly/3bvt2jM

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Quantos convites tenho de pedir para o meu casamento?

Muitas vezes, quando os noivos me pedem orçamento para os convites de casamento, confirmo com eles se o número que me estão a dar é o de convidados previstos ou o de convites necessários.


Por vezes, surge essa dúvida, o que é normal, e os noivos dão nalguns casos o número de convidados previstos. Outros perguntam-me directamente, quantos convites precisam de pedir para um x número de convidados.
Atenção que não é o mesmo número! Pensa, não vais entregar um convite a cada convidado mas sim um por família/agregado familiar.

Geralmente aconselho os noivos a usarem uma fórmula simples:
Número de convidados / 2 + 20%
p. ex.: imagina que tens 150 convidados, então terás
150 / 2 = 75 + 20% = 90 convites

Porquê +20% ?
Há sempre que ter em conta os solteiros, os convidados de última hora, aqueles convidados de quem não nos lembrámos nas contas iniciais e até alguém que os Pais possam gostar de convidar (sem esquecer que o dia é vosso, mas também é um orgulho e uma alegria muito grande para os vossos Pais e eles podem querer alguém que lhes seja especial, também...). Mais ainda, se alguém tiver de declinar o convite, vais precisar de outro para convidar outra pessoa. Daí esta margem de 20%.

A 'tudo o que quiseres ®' possibilita ainda que sejam pedidos mais convites posteriormente, se afinal, no fim de contas, não chegarem... 

Pronto, agora é fazer a lista de convidados e começar a fazer contas aos convites de casamento que vais precisar!

Eu cá estarei para te ajudar no que precisares.

E agora, pergunta tudo o que quiseres...

https://bit.ly/2SyNmdi

sábado, 25 de abril de 2020

Casamentos rústicos

Simplicidade e bom gosto...



Casamentos rústicos são simples e bonitos. Tudo é mimoso. As cores, os arranjos florais simples, muitas vezes baseados numa profusão de verdes, conjugação de cores elegantes... tudo! E o ambiente que geram é mais descontraído e informal, que dispõem bem.

Surgiram, em força, há cerca de 5 anos e, com algumas variações, vão-se mantendo, se não na forma, no estilo. Os papéis usados na comunicação são mais "grosseiros" - os krafts, os papéis naturais - mas ainda assim, uma combinação que resulta na perfeição.

Uma vez que as cores terra vieram para os casamentos de Outono e possivelmente para os do próximo ano, estes materiais e este estilo (com as devidas adaptações) continuam a ser de usar.

Este é um estilo que gosto de trabalhar. Gosto dos papéis. Gosto das cores. Gosto da possibilidade de explorar elementos e de os conjugar, de fazer as coisas parecerem mais do que os papéis são, só por si...

Lembro-me de há uns anos comprar um determinado papel e quando disse que era para fazer convites de casamento, o fornecedor "torceu o nariz". Perguntava-me se era mesmo aquele papel que eu queria, que não imaginava convites de casamento (uma coisa tão elegante) feitos naquele papel, tão "rústico", "tão vulgar", com uma "cor estranha" até... Passados uns tempos voltei lá e levei os convites que estava a fazer com aquele dito papel, para ele ver o resultado... Escusado será dizer que ele não estava à espera! E confirmou que, de facto, funcionava para o efeito que eu queria.
Isto para dizer que os papéis, por muito "rústicos" e "vulgares" que sejam, podem - de facto! - produzir trabalhos bonitos.

As cores também, bem combinadas, dão logo outro ar. O rosa seco/rosa velho, o rosa claro, o verde seco, os castanhos (dos mais escuros aos mais claros), dourados e acobreados, ligam na perfeição e resultam em elementos e decorações mais leves. Missaismarcadores de mesa, marcadores individuais, ementas, sinalética, tudo é possível. Juntem-se as serapilheiras e jutas, as rendas, as madeiras e os resultados podem ser surpreendentes. As lembranças e os livros de actividades para as crianças a acompanhar o tema,  e temos a junção perfeita para o grande dia!

Espero continuar a trabalhar estas cores, estes materiais, sejam eles aplicados em que estilo forem...

E agora, algumas fotos de trabalhos feitos.



Foto de Eternal Moments Produções







Foto de Eternal Moments Produções
Foto de Eternal Moments Produções

A 'tudo o que quiseres ®' poderá fornecer soluções destas e outras, adaptadas aos gostos e preferências dos noivos, às cores e estilo pretendido. Entra em contacto para saber mais!

Fotos: tudo o que quiseres ®, Eternal Moments Produções e Foto General

https://bit.ly/2S7NPDd